A atividade básica de geração de inteligência competitiva parte da formulação de uma questão. A partir daí, estabelece-se um ciclo : identificação das fontes, busca e compilação das informações, processamento para geração de inteligência, distribuição, implementação, e melhoria por feedback.
Parece simples, mas este processo envolve alguns desafios que a maior parte das empresas ainda luta para equacionar:
1 - A percepção do diferencial competitivo passível de ser gerado por um trabalho sistemático de Inteligência Competitiva. Para tanto é preciso ter uma equipe treinada e orientada para essa tarefa. Os executivos que estão envolvidos com outras tarefas, metas e prazos, dificilmente têm disponibilidade para processar e identificar sistemáticamente as informações que podem gerar diferencial competitivo.
2 - A identificação das informações efetivamente relevantes: a maior parte dos executivos e analistas hoje dispõem de um excesso de informações. É preciso foco e estratégia para conseguir acessar e identificar as informações realmente importantes
3 - A aceitação cultural dos gestores da atividade de IC: se não for bem implementado culturalmente, o trabalho de IC sofre com obstáculos como descrédito, insegurança dos gestores, que interpretam os relatórios e recomendações como crítica ao seu trabalho, e resistência ao compartilhamento de informações. Portanto, um fator decisivo de sucesso na implementação da atividade de IC é o patrocínio e envolvimento direto da alta gestão.