quarta-feira, 9 de abril de 2008

Concorrência incentiva inteligência de mercado

Tomei conhecimento pelo Blog do Alfredo Passos da matéria publicada na Folha de São Paulo do último dia 30 de março ("Concorrência incentiva inteligência de mercado") sobre a expansão da demanda por profissionais de Inteligência de Mercado. É bom saber que a função está ganhando conhecimento e entendimento mais amplo através da grande mídia. Um dos pontos mencionados na matéria estava em minha pauta para discutir aqui já há um tempo, que é a questão da formação e do perfil do profissional adequado.

Eu reconheço a dificuldade em se determinar e de se encontrar profissionais, tanto em nível inicial como para gerir a função. Sempre que me pedem indicações eu fico um tanto insegura, mas não acredito que a solução seja uma formação especializada. Acredito que cada empresa, cada indústria, cada contexto demande uma atuação diferente, que pode demandar conhecimentos e características diferentes dos profissionais.

Alguns aspectos que interferem neste perfil são:

- nível de especificidade da área de atuação da empresa;

- grau de concorrência do setor;

- nível de regulamentação;

- perfil do público cliente;

- perfil das demandas estratégicas da empresa.

Sobre este último item, eu posso dizer que, somente no último ano, vivi momentos bastantes distintos no que diz respeito às demandas da empresa em termos de inteligência. Essas mudanças foram decorrentes de mudanças na gestão, na orientação estratégica, entre outras. Assim, eu defendo que o perfil do profissional de Inteligência de Mercado depende muito mais de características pessoais, como perfil analítico, capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal, dentre outras, e de uma boa formação geral.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Espionagem Industrial NÃO é mito!


Para analistas, Petrobras sofreu espionagem industrial

Especialistas afirmam que dados roubados certamente interessariam a qualquer empresa do setor petrolífero

Kelly Lima, da Agência Estado

RIO - Especialistas do setor de petróleo acreditam ser bastante provável ter ocorrido crime de espionagem industrial no caso do roubo dos dados relevantes da Petrobras sobre reservatórios em águas profundas, que veio à tona nesta quinta-feira, 14, e ocorreu no dia 1º de fevereiro. Os dados estavam sendo transportados pela Halliburton, contratada pela Petrobras para a realização dos testes de reservatórios, enquanto viajavam entre uma plataforma na Bacia de Campos e a base da empresa em Macaé.

"Este tipo de espionagem é bastante comum, e agora que as reservas do Brasil começaram a ficar importantes, isso deve se popularizar por aqui também", comentou o geólogo Giuseppe Bacoccolli, professor da UFRJ. Ele lembrou que fora do País, é comum revistas especializadas trazerem ofertas de dados geológicos não oficiais sobre áreas potenciais de petróleo. Esses relatórios custam no mercado entre US$ 100 mil e US$ 1 milhão. "Estes dados podem ter sido obtidos de maneira lícita ou ilícita. Como é que vai se saber", disse.

Mesmo aqui no País, o professor, que já trabalhou por 24 anos na Petrobras, disse ter ocorrido outros casos semelhantes, mas em pequena escala. "Já houve caso de funcionário ser demitido por ter sido pego copiando dados para outra empresa", comentou.

Especificamente sobre os dados roubados, que podem conter maiores informações detalhadas sobre as descobertas da Petrobras na camada pré-sal, os especialistas são unânimes em afirmar que certamente interessariam a qualquer empresa do setor, já que a Petrobras divulgou poucas informações sobre o assunto.

Os especialistas discordam, porém, da possibilidade de o responsável pelo roubo ter sido uma grande companhia de petróleo. "Dificilmente uma grande empresa se arriscaria por isso. Mais fácil ter sido uma dessas empresas especializadas em espionagem", comentou Bacoccolli.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Principais Aplicações

A Inteligência Competitiva deve dar suporte a qualquer decisão estratégica da empresa que possa ser incrementada com o melhor conhecimento dos cenários interno e externo - o que geralmente ocorre. Algumas delas são notórias, e mais ou menos importantes de acordo com o perfil da empresa:

- Acompanhamento da concorrência
- Benchmarking
- Monitoramento e análise de Mercado
- Desenho de estratégia e cenários de curto e médio prazo
- Entrada em Novos mercados
- Desenvolvimento de produtos
- Suporte a decisões comerciais e de marketing

O que determina qual o foco? O tamanho da equipe, o estágio do ciclo de vida, o share de mercado da empresa, as perspectivas de crescimento, os principais problemas e objetivos estratégicos... Em síntese, a definição do escopo de atuação da IC em uma empresa está intimamente ligada à definição da estratégia. Isso, desde que a função de inteligência tenha sido incorporada à cultura da empresa. Mas isto é tema para outro post!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Possíveis estratégias para a utilização de Inteligência Competitiva

Em que situações utilizar recursos de IC? Qual(is) devem ser os focos de atuação da equipe? Existem algumas abordagens possíveis, de acordo com o contexto e a estratégia da empresa.

Defensivas
: avisos prévios sobre novos competidores ou tecnologias disruptivas
Ofensivas: avistar novos mercados ou oportunidades à frente dos competidores
Curto prazo: determinar como um concorrente importante vai precificar ou posicionar um novo produto ou serviço
Longo prazo: Prever a viabilidade e atratividade de um mercado futuro