Tomei conhecimento pelo Blog do Alfredo Passos da matéria publicada na Folha de São Paulo do último dia 30 de março ("Concorrência incentiva inteligência de mercado") sobre a expansão da demanda por profissionais de Inteligência de Mercado. É bom saber que a função está ganhando conhecimento e entendimento mais amplo através da grande mídia. Um dos pontos mencionados na matéria estava em minha pauta para discutir aqui já há um tempo, que é a questão da formação e do perfil do profissional adequado.
Eu reconheço a dificuldade em se determinar e de se encontrar profissionais, tanto em nível inicial como para gerir a função. Sempre que me pedem indicações eu fico um tanto insegura, mas não acredito que a solução seja uma formação especializada. Acredito que cada empresa, cada indústria, cada contexto demande uma atuação diferente, que pode demandar conhecimentos e características diferentes dos profissionais.
Alguns aspectos que interferem neste perfil são:
- nível de especificidade da área de atuação da empresa;
- grau de concorrência do setor;
- nível de regulamentação;
- perfil do público cliente;
- perfil das demandas estratégicas da empresa.
Sobre este último item, eu posso dizer que, somente no último ano, vivi momentos bastantes distintos no que diz respeito às demandas da empresa em termos de inteligência. Essas mudanças foram decorrentes de mudanças na gestão, na orientação estratégica, entre outras. Assim, eu defendo que o perfil do profissional de Inteligência de Mercado depende muito mais de características pessoais, como perfil analítico, capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal, dentre outras, e de uma boa formação geral.